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"NA COZINHA" PROMOVE BANQUETE SAGRADO


O Chef Carlos Ribeiro, do gastro pub Na Cozinha, não nega as suas origens acadêmicas e promove o a obra editorial do baiano Vilson Caetano de Sousa Junior, com um cardápio especial no dia de seu lançamento na cidade: caruru, xinxin de galinha, vatapá, bobó de camarão, arroz, feijão fradinho e farofa de dendê;sobremesa: cocada baiana, quindim e sorvete de coco. De 22 a 30 de abril, almoço e jantar. No dia 23 de abril, dia de OGUM (São Jorge) a cortesia é uma "cachacinha branca" para abençoar os comensais.


Sobre a obra:
"A feijoada não foi inventada pelos africanos a partir das vísceras desprezadas pelos portugueses. O acarajé sempre foi vendido nas ruas. Estas e outras curiosidades podem ser encontradas no livro: O Banquete Sagrado do antropólogo Vilson Caetano de Sousa Junior, publicado pela editora Atalho editora. O trabalho, fruto de uma pesquisa sobre os de comer em terreiros de candomblé, apresenta um estudo minucioso sobre a alimentação ritual. O livro demonstra que nos terreiros de candomblé, a comida e o comer exercem funções que ultrapassam o valor nutricional. Comida é dádiva, presente, dom trocado entre a comunidade e os ancestrais. O livro também demonstra como se formou a chamada cozinha africana no Brasil. Para isso faz uma longa viagem por autores como Manuel Querino, Câmara Cascudo, Gilberto Freyre, Darwin Brandão dentre outros. Banquete Sagrado ajuda também entender a distinção entre a cozinha ritual, onde comidas mais elaboradas são preparadas para os orixás, da chamada comida baiana, ou cozinha de azeite, esta ultima ainda hoje encontrada na cidade de Salvador e seu em torno com uma serie de criações e adaptações modernas. Um capitulo a parte do livro é o que demonstra como se forma a sacerdotisa da comida nos terreiros de candomblé, a mulher responsável pela preparação da comida dos ancestrais. Outra curiosidade é que os orixás mais antigos comem comidas menos elaboradas, mais simples. Os guerreiros, por exemplo, representantes das populações nômades, reclamam pratos feitos às pressas, assim recebem comidas mal passadas, assadas, ou simplesmente cruas. Ao contrario dos orixás ligados a agricultura e com esta as cidades. Estes recebem comidas mais elaboradas, trabalhosas, ricas em detalhe. Sem falar naqueles orixás que comem a sua comida e a comida dos outros." Segundo o autor, essa cozinha reinventada no Brasil a partir de plantas americanas que desde cedo os africanos tiveram contato ate mesmo no seu continente de origem, contou com a participação de plantas africanas que não paravam de circular através do atlântico e aqui foram plantadas. "Em outras palavras: adaptações, recriações e invenções se alternaram o tempo todo ao lado de permanências gastronômicas africanas no Novo Mundo. Tudo isso foi feito respeitando particularidades históricas, o tempo, fidelidades e o sentimento de pertença aos múltiplos universos africanos que a escravidão não foi capaz de dilacerar.", declara o autor.


Sobre o autor:
Vilson Caetano de Sousa Junior (37), Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP, Pós Doutor em Antropologia pela UNESP, atualmente é professor da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia onde participa do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação e Cultura (NEPAC).


Sobre o Na Cozinha
Gastro Pub comandado pelo Chef Carlos Ribeiro, localizado na cidade de são Paulo, Rua Haddock Lobo 955, onde também funciona um Centro Escola de Gastronomia, de segunda a sábado, das 12hs00 as 22hs00. Especialidades regionais da cozinha brasileira e culinário internacional. Informações e reservas: (11) 3063-0477.

 


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